O segundo hepta da história

O número sete é místico para o Imortal Tricolor. O Grêmio já havia conquistado uma mesma sequência de campeonatos estaduais na sua história em 1968. Agora, chegamos ao heptacampeonato tendo no comando do time Renato Portaluppi, o mítico jogador camisa sete da conquista da primeira Libertadores do clube e dos gols do Mundial no Torneio Intercontinental de 1983. Ter o Renato à frente dessa conquista acrescenta um simbolismo maior ao número místico do Tricolor. Além disso, esse foi o décimo título que Renato conquistou em todas as suas passagens como técnico do Grêmio.

Foi um confronto difícil de 180 minutos contra o Juventude, bem treinado por Roger Machado, outro nome de grande expressão para o Grêmio na condição de jogador e, posteriormente, treinador. A equipe da Serra Gaúcha está bem organizada e impôs dificuldades ao Grêmio no primeiro jogo da final do Gauchão, e veio para a Arena buscar um resultado parecido com aquele obtido frente ao Internacional, na etapa anterior do campeonato, nas semifinais.

Entretanto, com o Grêmio foi diferente, pois nós, gremistas, soubemos superar a estratégia de jogo do Juventude em razão do nosso próprio estilo de jogar. Vale ressaltar que os colorados não jogaram contra o Juventude com o mesmo foco que a gente. O Grêmio começou o jogo da mesma forma que o Inter no confronto contra a equipe caxiense na semifinal no Estádio Beira-Rio, perdendo o jogo por 1x0 logo no começo. Mas, diferente deles (os colorados), nós empatamos, viramos, ampliamos o placar e sempre estivemos mais à frente no jogo, atacando e pressionando o adversário. Poderia até ter sido mais do que 3x1 para o Tricolor.

Nos oito anos em que passei a acompanhar mais efetivamente o futebol, em especial o meu Tricolor, na companhia de amigos gremistas, tenho visto meu clube levantar taças TODOS os anos. Foram 14 taças no total até aqui (Copa do Brasil, 2016; Libertadores, 2017; Recopa Sul-Americana, 2018; Gauchões, 2018, 2019, 2020, 2021, 2022, 2023 e 2024; Recopas Gaúchas, 2019, 2021, 2022 e 2023), além de vice-campeonatos, como na Copa do Brasil, 2020, e no Brasileirão 2023.

Mesmo em momentos de extrema dificuldade, nós seguimos conquistando títulos e dando volta olímpica, como aconteceu agora com o hepta do Gauchão. Enquanto uns nem lembram mais quando gritaram pela última vez “é campeão” dentro de um estádio de futebol lotado, nós, gremistas, não temos do que reclamar. Que siga assim, que venham outros títulos e que venha o octa do estadual em 2025.

Foto: Lucas Uebel | Grêmio FBPA

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