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Taça para afastar a desconfiança e lavar a alma do gremista

A conquista do Campeonato Gaúcho de 2026 serviu para afastar qualquer desconfiança e lavar a alma do torcedor do Grêmio. Mais do que um título, ela trouxe tranquilidade quanto ao trabalho que vem sendo desenvolvido por Luiz Castro no comando do time.  A taça representa o êxito de um início de reorganização tática que, é verdade, passou por momentos difíceis no começo da temporada. Em alguns momentos, a insegurança tomou conta da arquibancada. Era natural, tendo em vista que mudanças levam tempo, e resultados nem sempre aparecem de imediato. Mas o campeonato mostrou que havia método, direção e convicção no que estava sendo construído.  Além de isso, a taça do Gauchão proporcionou ao torcedor um momento para lavar a alma diante do maior rival. Nos últimos tempos, o adversário parecia viver mais das desventuras do Grêmio do que de conquistas próprias (eles conquistaram apenas uma taça em dez anos). Em vez de celebrar títulos, comemorava tropeços do rival, como se isso bastasse. ...

Vitória para tirar a má impressão deixada pelo clássico anterior

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Foi uma vitória para apagar a má impressão do Gre-Nal anterior (449) e diminuir a desconfiança de parte da torcida (na qual me incluo) sobre o trabalho de Luis Castro no Grêmio. O Gre-Nal 450, na Arena, o primeiro jogo da final do Gauchão 2026, elevou o ânimo do torcedor que não estava muito confiante com o time e reforçou o argumento da direção gremista, que tem convicção de que a proposta representada pelo técnico português dará retorno em médio e longo prazo.  Particularmente, sigo acreditando que a conquista de mais um título estadual (o 44º) é importante no começo do trabalho do novo técnico gremista, justamente por criar um ambiente de menor resistência e evitar qualquer tipo de desconfiança por parte da torcida. Vencemos o clássico e obtivemos uma vantagem importante para a partida decisiva, com base em um bom desempenho e na vontade dos jogadores em campo, fruto de um trabalho acertado da comissão técnica chefiada por Luis Castro.  Para diminuir a vitória e a consequen...

Perder um clássico no início de um novo trabalho é péssimo

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O primeiro Gre-Nal sob o comando de Luiz Carlos no Grêmio foi um desastre. A derrota para o Internacional, neste domingo (25), no Beira-Rio, pela fase de grupos do Campeonato Gaúcho, expôs fragilidades que vão além do placar elástico (4x2). O roteiro do jogo foi cruel: o Tricolor saiu na frente, cedeu o empate, voltou a liderar e, na sequência, permitiu nova igualdade, a virada colorada e ainda a ampliação do resultado. Um clássico que começou promissor terminou como um banho de realidade.  Mais do que o revés em si, preocupou a postura da equipe. O Grêmio entrou em campo com intensidade bem abaixo da apresentada pelo adversário, algo inaceitável em um Gre-Nal. Luiz Carlos também não ajudou: suas escolhas se mostraram equivocadas, tanto na formação inicial quanto na leitura do jogo. Em partidas deste porte, detalhes fazem toda a diferença — e o Tricolor falhou justamente naquilo que costuma definir clássicos: competitividade, concentração e ajuste tático.  Individualmente, alg...

Parece que encontramos um caminho para a renovação

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Depois de inúmeras tentativas de reconstrução desde 2023, sob a gestão do presidente Alberto Guerra, passamos por três trocas de técnicos: Renato Portaluppi, Gustavo Quinteros e Mano Menezes, além de acompanharmos a chegada de diversos jogadores para “qualificar o elenco”. Nada se consolidou em termos de renovação efetiva, embora tenhamos obtido conquistas neste período em âmbito estadual, como o heptacampeonato no Gauchão, as Recopas Gaúchas, o vice-campeonato no Brasileirão de 2023 (com vaga direta na Libertadores) e a chegada à semifinal da Copa do Brasil no mesmo ano.  Agora, sob o comando do presidente Odorico Roman, os primeiros sinais do início da temporada indicam que o Grêmio encontrou um caminho para se renovar efetivamente. Observando o elenco que ficou da temporada passada, os reforços que chegaram e os primeiros resultados da proposta do novo treinador, Luiz Castro, o time montado apresenta um perfil mais competitivo para brigar, especialmente, pelas Copas do Brasil e ...

Mais um exemplo de imortalidade em um clássico GREnal

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O GREnal 448, pelo returno do Brasileirão 2025, no Beira-Rio, testou a resiliência dos jogadores do Grêmio, a organização tática do técnico Mano Menezes e superou erros grosseiros de arbitragem. Não foi uma vitória para definir ou encaminhar o campeonato. Também não foi uma partida que mostrasse evolução tática ou técnica dos gremistas. Nem foi um jogo bonito — mas foi um jogo disputado e, por isso, um bom jogo. O Tricolor obteve uma vitória gigante por 3 a 2, tendo em vista que foi conquistada na casa do adversário e serviu para ultrapassar o maior rival na tabela do Brasileirão, além de ocorrer em um momento em que a torcida colorada questiona seu próprio time. Ou seja, vencer o clássico ajudou a desorganizar ainda mais o ambiente deles. E teve mais: aconteceu na semana do aniversário do Grêmio, e as adversidades da partida ofereceram mais um exemplo da imortalidade tricolor. Logo no começo, aos 21 minutos, o zagueiro Noriega se envolveu em um lance duvidoso com Alan Patrick. O juiz ...

O trabalho de Mano Menezes e as limitações do elenco gremista

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Passadas algumas semanas desde a chegada de Mano Menezes ao comando técnico do Grêmio, chegou a hora de fazer uma avaliação. Como torcedor, confesso que demorei a escrever sobre o tema, pois preferi observar o cenário, os resultados e, principalmente, o desempenho antes de emitir uma opinião. A saída de Gustavo Quinteros demorou demais. Era uma mudança inevitável após o desfecho gremista no Campeonato Estadual. Agora, com Mano, é hora de analisar com racionalidade o que mudou. É verdade que seguimos vivos nas Copas. Na Sul-Americana, invictos e como melhor brasileiro até aqui, mas com o risco real de terminarmos em segundo lugar no grupo e cairmos nos playoffs. Na Copa do Brasil, a missão é reverter, na Arena, uma derrota indigesta para o CSA, por 3 a 2, em Maceió. Ou seja: estamos vivos, mas longe da estabilidade. No Brasileirão, o cenário é mais delicado. Estamos no Z4, lutando contra o rebaixamento. Em nove rodadas, enfrentamos rivais diretos na parte de baixo da tabela, mas também ...

Quinteros e a Era que não existiu

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A goleada sofrida diante do Mirassol, por 4 a 1, foi o último ato de um enredo que já vinha se arrastando há tempo demais no Grêmio. A atuação desastrosa apenas escancarou o que já estava evidente: não dava mais para manter Gustavo Quinteros no comando técnico da equipe. A demissão veio tarde. A troca no comando deveria ter acontecido logo após o Gauchão. Não houve evolução no Campeonato Gaúcho e, se o time não conseguiu mostrar desempenho nem contra os rivais regionais, o que se poderia esperar no Brasileirão, na Copa do Brasil ou na Sul-Americana? Depois de quatro rodadas no Campeonato Brasileiro, o Grêmio não apresentou absolutamente nada de novo. O torcedor já não aguentava mais. A cada jogo, uma repetição de erros, atuações sofríveis, um futebol sem alma e sem organização. O time se arrastava em campo, mesmo contra adversários tecnicamente inferiores. A saída de Quinteros era necessária, mas não resolve tudo. Longe disso. O elenco é limitado, recheado de jogadores tecnicamente fra...

O início de Quinteros e a expectativa dos gremistas

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O GRENAL 444 foi o primeiro grande teste imposto ao trabalho técnico que Gustavo Quinteros vem implementando no Grêmio desde o início de janeiro. A partida diante de um adversário competitivo expôs as fragilidades do Imortal Tricolor, em especial no sistema defensivo. Os quatro primeiros jogos da temporada criaram uma expectativa na torcida gremista em razão dos placares elásticos frente a adversários muito fracos técnica e fisicamente. Mesmo no empate sem gols contra o Brasil de Pelotas, o torcedor avaliou como positivo o fato de o Grêmio não ter sido vazado, demonstrando uma mudança tática na defesa. A sequência de jogos do Grêmio fez os gremistas confiarem ainda mais na evolução defensiva. Somado a isso, as goleadas (4 x 0 sobre o Caxias, 3 x 0 contra o Monsoon e 5 x 0 diante do São Luiz) indicaram um poder ofensivo que empolgou até o gremista mais cauteloso quanto ao desempenho do clube em campo. Vimos o time marcando forte, jogando aproximado, fechando os espaços no meio de campo ...

Nova Era?

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A saída de Renato Portaluppi do comando técnico do Grêmio pode estar abrindo uma oportunidade para se estabelecer uma Nova Era no clube. Pelo menos esta é a minha expectativa, ainda mais depois que anunciaram a contratação de Gustavo Quinteros, técnico argentino, com vasta experiência e um currículo repleto de títulos. Mas sei que muitos estão desconfiados se realmente entraremos em uma nova era. Do lado dos adversários, a corneta se resume à contagem regressiva para Renato voltar ao Grêmio. Falam isso baseados na aposta de que o Tricolor vai sucumbir em competições na largada da temporada 2025. Já os gremistas estão cautelosos, na maioria, pois estão conhecendo o técnico agora. Mesmo com várias conquistas em sua trajetória, a maioria dos torcedores do Imortal Tricolor está acessando informações sobre Quinteros somente agora. Reconheço que eu sou um deles. Pelo que pude apurar, como torcedor, mas também na condição de jornalista (ou seja, com base em critérios básicos de apuração das n...

Dupla de zaga histórica, ídolos incontestáveis

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Tivemos muitos zagueiros na nossa história, em 121 anos. Muitos nomes viraram sinônimo de ídolo para nós, tricolores. Mas há dois que quero destacar nesta página da minha paixão clubística: Pedro Geromel e Walter Kannemann. O nosso “GeroMITO” (como o torcedor o apelidou) anunciou há poucos dias que vai se aposentar. Ele tem atuado em poucas partidas, mas exerce um papel importante na casamata e no vestiário. Recentemente, em um jogo difícil do Campeonato Brasileiro, contra o Flamengo, na Arena, em Porto Alegre, assisti de perto à dedicação e liderança de Geromel no aquecimento dos atletas durante a partida, na lateral do gramado. Pude ver que ele estava mais preocupado com o andamento da partida do que com o próprio aquecimento. Sua atenção estava voltada para o jogo e, em seu rosto, havia a mesma expressão vista nos torcedores nas arquibancadas. Havia entrega, preocupação com o time, paixão pelo clube e amor pelas três cores. Era como ver um torcedor entre os atletas ou um atleta que ...

Se não houve injúria racial, quem paga pela difamação?

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A recente polêmica envolvendo uma acusação de racismo no jogo entre Grêmio e Flamengo, pelo Brasileirão, trouxe à tona questões que devem ser refletidas. Após a apuração do fato, a perícia feita por duas empresas especializadas concluiu que o suposto ato de injúria racial não ocorreu. O Grêmio, que adotou todas as medidas necessárias para esclarecer o ocorrido, notificou o jornal Lance! , responsável pela publicação do vídeo que deu origem às acusações, exigindo uma retratação. Além disso, o clube deve encaminhar outras medidas legais para reparar os danos à sua imagem. O incidente, que aconteceu após a vitória gremista por 3 x 2 na Arena, em Porto Alegre, foi marcado por momentos de tensão. O jogador do Flamengo, supostamente vítima de racismo, foi expulso de campo e, ao deixar o gramado "bravo", quebrou a cabine do árbitro de vídeo (VAR). Vale destacar que a acusação contra o torcedor gremista foi baseada em um vídeo que, dentro do contexto, exibe apenas a expressão "t...

Retorno com frustração

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Era para ser o retorno dos sonhos para o torcedor tricolor. Depois de quatro meses sem mandar jogos na Arena, em Porto Alegre, devido aos estragos causados pelas enchentes de maio no Rio Grande do Sul, o Grêmio voltou a atuar em sua casa, ainda que com capacidade limitada, por conta da falta de energia elétrica e outras estruturas essenciais. Mesmo diante de tantas dificuldades, 13 mil tricolores compareceram para apoiar o time nesse tão aguardado retorno. O adversário, o Atlético-MG, não impôs tanta dificuldade no primeiro tempo. Mesmo após a expulsão do nosso zagueiro Gustavo Martins, em uma jogada infantil sobre o experiente e “catimbeiro” atacante Deyverson, o Grêmio continuou atacando e criando mais oportunidades de gol. Com um a menos desde os 20 minutos da primeira etapa, finalizamos o primeiro tempo à frente, por 2 x 0, com gols de Martin Braithwaite (primeiro dele na Arena) e Cristaldo. Renato acertou na escalação e manteve o esquema mesmo após a expulsão de Gustavo, já que o ...

Um jogo de força, superação e espírito imortal

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Foi um jogo dedicado à força, superação e espírito de imortalidade, em razão da tragédia provocada pelos eventos climáticos no Rio Grande do Sul. O Grêmio possui essas características e já demonstrou isso ao longo de sua história. Após uma parada forçada do futebol gaúcho e dos traumas provocados pelas enchentes no Estado, o torcedor não esperava e não exigia um grande desempenho do Imortal Tricolor. Entretanto, os jogadores lutaram em campo para amenizar a tristeza e a dor de um povo arrasado com tantas perdas, tanto de vidas quanto materiais. O Grêmio não fugiu à luta durante o avanço das águas. Muitos atletas, integrantes da comissão técnica, funcionários e dirigentes se envolveram em resgates, ações voluntárias, doações e na oferta de abrigo às vítimas. O Tricolor também não fugiu à luta dentro das quatro linhas, no retorno ao futebol pela Copa Libertadores, na goleada de 4 x 0 contra o The Strongest, na fase de grupos da competição. O clube ainda contabiliza as perdas em seus Cent...

O Grêmio é imortal porque nunca desiste

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Era para ser um jogo dedicado a reforçar a imortalidade característica de um time que nunca desiste. E foi exatamente isso que aconteceu na Argentina, contra o Estudiantes de La Plata, na vitória do Imortal Tricolor por 1x0, pela Copa Libertadores da América. O Grêmio estava virtualmente fora do páreo para continuar na competição, em razão dos resultados negativos das duas primeiras rodadas da fase de grupos (as derrotas para o The Strongest e para o Huachipato). Precisávamos dos três pontos que só a vitória garantiria para retornarmos à disputa pela vaga às oitavas. A derrota certamente nos tiraria da Libertadores em razão da pontuação. O empate nos deixaria na mesma situação complicada em que já estávamos. A vitória era a única alternativa para superarmos essa situação desfavorável. Conseguimos vencer e agora temos mais três jogos para buscarmos a classificação para a próxima fase. Jogamos mais, produzimos boas chances com Soteldo e Cristaldo, seguramos bem as investidas do Estudiant...

O segundo hepta da história

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O número sete é místico para o Imortal Tricolor. O Grêmio já havia conquistado uma mesma sequência de campeonatos estaduais na sua história em 1968. Agora, chegamos ao heptacampeonato tendo no comando do time Renato Portaluppi, o mítico jogador camisa sete da conquista da primeira Libertadores do clube e dos gols do Mundial no Torneio Intercontinental de 1983. Ter o Renato à frente dessa conquista acrescenta um simbolismo maior ao número místico do Tricolor. Além disso, esse foi o décimo título que Renato conquistou em todas as suas passagens como técnico do Grêmio. Foi um confronto difícil de 180 minutos contra o Juventude, bem treinado por Roger Machado, outro nome de grande expressão para o Grêmio na condição de jogador e, posteriormente, treinador. A equipe da Serra Gaúcha está bem organizada e impôs dificuldades ao Grêmio no primeiro jogo da final do Gauchão, e veio para a Arena buscar um resultado parecido com aquele obtido frente ao Internacional, na etapa anterior do campeonato...

E a tal goleada, alguém viu?

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Pelas avaliações e comentários vistos nas mesas-redondas sobre futebol em veículos da mídia tradicional, assim como em perfis de redes sociais na internet, o Grêmio iria tomar uma goleada do “muito superior” Internacional no GRE-nal 441. Entretanto, o óbvio em uma discussão relativa à expectativa de um clássico ficou de fora: o peso da rivalidade. Em nenhum momento vimos qualquer sinal de goleada. O torcedor colorado estava ávido por golear o Grêmio, mas isso não acontece só por força das análises pré-GRE-nal da imprensa esportiva. Reconheço que o Inter jogou mais, os números comprovam isso, mesmo que a estratégia gremista tenha favorecido as estatísticas positivas dos colorados, pois o tricolor entregou a bola ao rival. Mas vimos um Grêmio combativo e competitivo em muitos momentos do jogo. Cometeu falhas no meio, mas soube segurar o Inter no primeiro tempo de modo geral. No segundo tempo, equilibrou a partida, e o combate ficou “lá e cá”, como é dito no jargão futebolístico. Não seri...

Sim, Suárez é ídolo do Grêmio

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Um ano foi pouco, mas, por tudo que ele representou na temporada, Luis Suárez já está imortalizado na nossa história. Sim, Luisito é ídolo do Grêmio. O gremista pode estufar o peito e dizer que o 4º maior goleador em atividade no mundo jogou pelas três cores e foi decisivo para o clube atingir seus objetivos em 2023. É verdade que, com ele no elenco, poderíamos ter chegado ainda mais longe, talvez obtido uma conquista nacional, como a Copa do Brasil (fomos até a semifinal) ou o Campeonato Brasileiro (somos vice-campeões do Brasileirão). Chegamos perto do êxito e, ao lado do trabalho de Renato Portaluppi, Suárez foi o principal responsável por esses resultados. Os corneteiros vão dizer que os gremistas estão exagerando ao afirmar que Suárez se tornou ídolo do Grêmio. Vão enfatizar que os únicos títulos que o clube conquistou com a presença de Luisito foram os estaduais (Hexa do Gauchão e quarta Recopa Gaúcha). Isso é verdade, mas o Grêmio obteve uma grande temporada justamente porque te...

O maior resultado da temporada

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A classificação para a Libertadores da América de 2024 representa a obtenção de um resultado efetivo num ano de reconstrução para o Grêmio. Mais do que os dois títulos estaduais conquistados em 2023 (Hexa do Gauchão e Recopa Gaúcha), a vaga na Liberta do ano que vem significa a coroação do trabalho realizado diante das adversidades. Devemos reconhecer que a vitória frente ao Goiás, na Arena, em Porto Alegre, foi encarada pelos torcedores como uma decisão. Poderia ter sido um jogo mais tranquilo (já que o Goiás entrou em campo com um pé na Série B), mas tivemos que reverter uma desvantagem no placar para ganhar. Entretanto, verdade seja dita: até as mudanças promovidas pelo técnico Renato Portaluppi, estávamos jogando muito mal. Vimos um festival de erros individuais comprometendo o coletivo. Aliás, esse foi o resumo do desempenho do meu tricolor nesta temporada: um time com o melhor ataque do Campeonato Brasileiro (em razão da presença de Luisito Suárez e dos acertos do Renato em muito...

Temporada estranha

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A temporada do Grêmio está estranha. Temos o melhor ataque do Campeonato Brasileiro, números para estar no G4 e na briga pelo título. Entretanto, possuímos uma das piores defesas, com resultado equivalente ao dos times do Z4. Isso faz com que qualquer chance de conquista fique distante do alcance dos gremistas. Marcamos muitos gols, 57 até agora (Luisito Suárez fez a diferença nisso), mas sofremos muitos gols, 53 neste momento (sistema defensivo ruim e goleiro inseguro). Retornamos para a Série A com uma proposta de reestruturação. A passagem de um ano na Série B desorganiza qualquer clube da elite do nosso futebol. Em razão disso, o torcedor não esperava muito do clube na atual temporada. Começamos o ano fazendo projeções e estabelecendo metas modestas, mas tivemos ótimos resultados em determinados períodos. Com isso, elevamos nossas expectativas no tricolor. Conquistar o Hexa do Campeonato Gaúcho, ganhar mais uma taça da Recopa Gaúcha, chegar à semifinal da Copa do Brasil e disputar,...

Um exemplo de atuação Copeira e Imortal

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O Grêmio foi Copeiro, foi Imortal, pois não se abateu ao iniciar perdendo o jogo, e o Luisito Suárez foi decisivo numa partida considerada de decisão contra o Botafogo (três gols dele, hat-trick). Também devemos falar de Ferreirinha, que, na sequência de cinco vitórias consecutivas no Brasileirão, foi fundamental na busca pelos resultados. Agora o meu tricolor está definitivamente na briga pelo título do campeonato. Num ano de reconstrução, isso é um feito por si só. Na conta dessa façanha estão Suárez, já imortalizado na nossa história, e o bom trabalho do Renato Portaluppi, que administrou o grupo, superando limitações e extraindo o melhor de cada um. A temporada gremista não acabou como para alguns por aí. Sempre é bom lembrar que já levantamos taça neste ano: o Hexa do Gauchão e a quarta Recopa Gaúcha, além de disputar a Copa do Brasil até as semifinais. O torcedor não esperava por isso. A meta do torcedor consciente no Brasileiro, inicialmente, era o G6 ou G4. Agora o gremista est...

Sim, o Grêmio é imortal

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Aquela tal imortalidade sempre aparece na nossa história, tanto em momentos decisivos nos campeonatos, como em períodos de irregularidade nas competições. Nada como um dia após o outro para isso vir à tona. Aparentemente, os gremistas que foram para a Arena nesse confronto pelo returno do Brasileirão 2023 estavam desacreditados. Achavam que a rodada de recuperação dos pontos perdidos recentemente viria na próxima, contra o América-MG, já que desde 2021 o Grêmio não ganhava do Flamengo. Além disso, as derrotas não eram simples: vinham sempre com placares elásticos contra o tricolor. Antes das últimas duas rodadas, o meu tricolor estava morto para corneteiros colorados e até mesmo para gremistas iludidos com a temporada (esses que exigem mais de um elenco comum). Todos disseram que iríamos tomar uma goleada do Flamengo em casa, na Arena, pois estávamos supostamente mortos, fora do G4 e com a perspectiva de não conquistar a vaga na Libertadores do ano que vem. Entretanto, no fundo, a gran...

Crônica de um GREnal ruim

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O Grêmio não jogou nada no GREnal 440. Atuação ruim, repetindo o fraco desempenho de outras partidas fora da Arena e contra times da parte de baixo da tabela do Brasileirão. Poderia ter sido pior se não fosse o Enner Valência perdendo gols (só para variar) e as falhas do goleiro Sergio Rochet (sim, o paredão). Iniciamos desconcentrados e o Inter não deixou o tricolor jogar no primeiro tempo. Foram superiores, é verdade. Na segunda etapa, não foi muito diferente. Entretanto, após o segundo gol (de falta, do Luisito Suárez), o Grêmio teve mais volume de jogo e poderíamos ter buscado o empate. O Inter tinha mais motivação para jogar o clássico. Estavam mais mobilizados em razão da derrota maravilhosa na Libertadores. Passado o jogo, fica o balanço: dos três clássicos de 2023, ganhamos dois. O Coudet segue sendo filho do Renato no retrospecto do confronto entre eles, tendo em vista que são sete GREnais: quatro vitórias tricolores, dois empates e agora uma vitória colorada. Seguimos em...

Precisamos falar de um dos melhores ataques do Brasileirão 2023

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Sim, o Grêmio tem um dos melhores ataques do Campeonato Brasileiro 2023 (soma 39 gols em 24 rodadas). Mesmo que a campanha fora de casa não reflita esse resultado, na Arena o ataque do meu tricolor tem sido efetivo nesse Brasileirão. Contra o Palmeiras, o torcedor gremista pôde assistir a isso. Foi um jogo difícil, cercado de tabus para quebrar (já que o Grêmio não ganhava do Palmeiras na Arena desde 2016 e os palmeirenses não sofriam gols havia oito rodadas). Do lado tricolor, teve de tudo: gol cedo, defesa salvadora “à queima-roupa”, sangue (literalmente), bola palmeirense na trave no final e um jogador gremista a menos (falta questionável). Parecia uma partida dos anos 90. O jogo contra o Palmeiras também foi bom no âmbito da defesa, e isso temos que destacar, tendo em vista que o Grêmio segue com problemas defensivos. Não fomos vazados e tivemos que segurar um ataque bastante perigoso. Quem assistiu ao jogo pôde ver que não foi nada fácil. Contamos mais com a raça e a garra de todo...

Como nasce uma paixão clubística?

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Como podemos identificar o princípio de uma paixão clubística? Ela nasce da influência de pessoas próximas, em geral os pais. Também pode brotar do momento vivido por um determinado clube, tendo em vista que vitórias nos motivam e chamam a nossa atenção. Na data em que o meu clube do coração completa 120 anos, decidi fazer esta reflexão.  Acredito que, no meu caso, a paixão clubística surgiu tanto da influência de pessoas próximas (amigos da vizinhança, já que meus pais são colorados) como das vitórias que o tricolor obteve quando comecei a me interessar pelo esporte mais popular do planeta.  Minha mãe, colorada, nunca me impôs nada e, desde pequeno, sempre me chamou mais a atenção a cor azul. Nasci em 5 de junho de 1982, praticamente um ano antes de o Grêmio conquistar sua primeira Copa Libertadores da América (28 de julho de 1983) e cerca de um ano e meio antes do título mundial com a Taça Intercontinental (11 de dezembro de 1983). Vale destacar, ainda, que, no ano anterior ...

Páginas de uma paixão clubística

A ideia de fazer um diário de torcedor para expressar a paixão clubística surgiu durante as gravações de um canal em mídia social que reúne, na mesma mesa virtual, torcedores do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense e do Sport Club Internacional. O programa promove uma resenha descontraída, com análises de jogos e, claro, muita corneta. O cotidiano da paixão de um gremista por seu clube se revela nos episódios do vodcast GRENAL Corneta, produzido por tricolores e colorados e disponível no YouTube, no Spotify e no Instagram.  A partir da inspiração oriunda do canal GRENAL Corneta, iniciei este diário, que se materializa em momentos importantes, em partidas decisivas e em resultados positivos ou negativos para o Grêmio. A narrativa começa no Campeonato Brasileiro de 2023, após a conquista do hexacampeonato gremista no Gauchão e da quarta Recopa Gaúcha.  Depois de um período difícil, o clube iniciou uma temporada de reconstrução. Para compreender os resultados da campanha de 2023, é n...

Gre-Nal do Suárez: Eu estava lá

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Saímos vitoriosos no Gre-Nal anterior (de número 438), disputado na Arena do Grêmio, pela primeira fase do Campeonato Gaúcho. Entretanto, algo havia faltado para elevar ainda mais a importância daquela conquista diante do maior rival, o 2 a 1 do dia 5 de março. Faltou o gol do principal jogador da equipe tricolor: o uruguaio Luis Suárez. O torcedor queria ver um golaço do cara que está entre os maiores goleadores da atualidade no futebol mundial.  Tínhamos vencido, mas ainda assim tivemos de aguentar as cornetas dos colorados relacionadas à maior contratação da temporada. Ouvimos frases do tipo: “Fulano tem mais gols em Gre-Nal do que o Suárez”. Surgiam nomes medíocres — com o perdão do adjetivo — do lado do coirmão, numa tentativa de diminuir o triunfo gremista no clássico e depreciar a atuação do craque uruguaio.  Diante desse cenário, me encaminhei para a Arena na tarde de domingo, 21 de maio, com a expectativa de finalmente ver o tão esperado gol de Suárez em um Gre-Nal. E...

Gre-Nal das Américas: um clássico marcado pela pancadaria e pelo início da pandemia

O primeiro Gre-Nal da história da Copa Libertadores, disputado na Arena, entrou para os registros do futebol sul-americano como um marco esportivo, mas também como um episódio lamentável. Cercado de expectativa e simbolismo, o clássico terminou empatado em 0 a 0, pela fase de grupo da competição, e acabou ofuscado por uma confusão generalizada que resultou em oito expulsões.  Tudo começou aos 40 minutos do segundo tempo, uma dividida entre o colorado Moisés e o gremista Pepê desencadeou trocas de ofensas que rapidamente se transformaram em um confronto coletivo envolvendo praticamente todos os jogadores em campo, titulares e reservas. O que deveria ser um momento histórico converteu-se em cenas de agressões, com socos e chutes de ambos os lados.  Além da expulsão dos dois atletas que iniciaram o tumulto, também foram colocados para fora da partida uma fila de jogadores de ambos os times, totalizando oito expulsões após mais de dez minutos de paralisação.  Embora chocante,...