Taça para afastar a desconfiança e lavar a alma do gremista
A conquista do Campeonato Gaúcho de 2026 serviu para afastar qualquer desconfiança e lavar a alma do torcedor do Grêmio. Mais do que um título, ela trouxe tranquilidade quanto ao trabalho que vem sendo desenvolvido por Luiz Castro no comando do time.
A taça representa o êxito de um início de reorganização tática que, é verdade, passou por momentos difíceis no começo da temporada. Em alguns momentos, a insegurança tomou conta da arquibancada. Era natural, tendo em vista que mudanças levam tempo, e resultados nem sempre aparecem de imediato. Mas o campeonato mostrou que havia método, direção e convicção no que estava sendo construído.
Além de isso, a taça do Gauchão proporcionou ao torcedor um momento para lavar a alma diante do maior rival. Nos últimos tempos, o adversário parecia viver mais das desventuras do Grêmio do que de conquistas próprias (eles conquistaram apenas uma taça em dez anos). Em vez de celebrar títulos, comemorava tropeços do rival, como se isso bastasse. O curioso é que, mesmo levantando a taça todos os anos, o gremista teve que suportar a soberba, sustentada não por troféus, mas por narrativas construídas a partir de erros ou momentos difíceis do Grêmio.
Ao final do campeonato, repetiu-se o roteiro conhecido: diante da derrota, veio a tentativa de diminuir o mérito do vencedor. A explicação encontrada foi a arbitragem. Ignora-se, convenientemente, o que aconteceu dentro de campo — especialmente no primeiro jogo da final, na Arena, quando o Grêmio foi superior, e as decisões equivocadas de seus jogadores, que acabaram prejudicando o próprio time.
O Grêmio fez o que precisava fazer, jogando bem o primeiro confronto e, na partida decisiva, na casa do adversário, mostrou maturidade para administrar o resultado. A coroação não poderia ser mais simbólica. Foi muito bom ver o Imortal Tricolor levantar a taça no estádio do rival.
Crédito da foto: Lucas Uebel | Grêmio FBPA

Comentários
Postar um comentário