Mais um exemplo de imortalidade em um clássico GREnal

O GREnal 448, pelo returno do Brasileirão 2025, no Beira-Rio, testou a resiliência dos jogadores do Grêmio, a organização tática do técnico Mano Menezes e superou erros grosseiros de arbitragem. Não foi uma vitória para definir ou encaminhar o campeonato. Também não foi uma partida que mostrasse evolução tática ou técnica dos gremistas. Nem foi um jogo bonito — mas foi um jogo disputado e, por isso, um bom jogo.

O Tricolor obteve uma vitória gigante por 3 a 2, tendo em vista que foi conquistada na casa do adversário e serviu para ultrapassar o maior rival na tabela do Brasileirão, além de ocorrer em um momento em que a torcida colorada questiona seu próprio time. Ou seja, vencer o clássico ajudou a desorganizar ainda mais o ambiente deles. E teve mais: aconteceu na semana do aniversário do Grêmio, e as adversidades da partida ofereceram mais um exemplo da imortalidade tricolor.

Logo no começo, aos 21 minutos, o zagueiro Noriega se envolveu em um lance duvidoso com Alan Patrick. O juiz em campo não assinalou a penalidade, mas o árbitro de vídeo (VAR) se manifestou sugerindo pênalti. O Inter abriu o placar e gerou revolta e indignação do lado tricolor. O Grêmio empatou na sequência, com gol de Carlos Vinícius, aos 29’. Tudo se encaminhava para encerrar o primeiro tempo empatado, mas novamente o VAR acionou o juiz nos acréscimos em outro lance duvidoso envolvendo o zagueiro Noriega. Os colorados retomaram a liderança do placar, mas mais uma vez por pouco tempo, pois ainda antes do intervalo os gremistas empataram, com gol de André Henrique, aos 48’.

No segundo tempo, o Grêmio ultrapassou o Inter aos 17’, com gol de Alysson, que havia entrado em campo em substituição ao atacante Cristian Pavón. O torcedor tricolor já considerava encerrada a página das adversidades da partida quando, numa tentativa de desarme de bola, o volante Arthur Melo recebeu cartão vermelho. A partir daquele momento, o Grêmio deveria segurar o resultado, faltando praticamente 20’ para o término do tempo regulamentar.

O Tricolor foi corajoso, sustentou o placar de 3 x 2 jogando com um a menos em campo até os minutos finais dos acréscimos. Faltando apenas 2’, novo pênalti — desta vez claro — contra o Tricolor. Tudo parecia acabar ali. O Inter ficou com “a faca e o queijo na mão” para empatar o clássico. O torcedor colorado já comemorava a possibilidade de empate, mas neste momento brilhou a imortalidade tricolor, pois a bola chutada por Alan Patrick foi na trave e nem no rebote os colorados conseguiram assinalar mais um gol.

O Grêmio venceu o GREnal depois de dois anos entre empates e derrotas diante dos colorados. Foi um jogo para elevar a moral dos gremistas, tendo em vista a fase ruim que o clube vive. Agora, o que importa ao Tricolor é reverter o mau momento. Um clássico vencido dessa forma dá ânimo ao torcedor, à equipe, à comissão técnica e à direção. Por essa razão, mereceu o registro em mais uma página no diário da minha paixão clubística.

Foto: Lucas Uebel | Grêmio FBPA

Comentários