Quinteros e a Era que não existiu

A goleada sofrida diante do Mirassol, por 4 a 1, foi o último ato de um enredo que já vinha se arrastando há tempo demais no Grêmio. A atuação desastrosa apenas escancarou o que já estava evidente: não dava mais para manter Gustavo Quinteros no comando técnico da equipe.

A demissão veio tarde. A troca no comando deveria ter acontecido logo após o Gauchão. Não houve evolução no Campeonato Gaúcho e, se o time não conseguiu mostrar desempenho nem contra os rivais regionais, o que se poderia esperar no Brasileirão, na Copa do Brasil ou na Sul-Americana?

Depois de quatro rodadas no Campeonato Brasileiro, o Grêmio não apresentou absolutamente nada de novo. O torcedor já não aguentava mais. A cada jogo, uma repetição de erros, atuações sofríveis, um futebol sem alma e sem organização. O time se arrastava em campo, mesmo contra adversários tecnicamente inferiores.

A saída de Quinteros era necessária, mas não resolve tudo. Longe disso. O elenco é limitado, recheado de jogadores tecnicamente fracos e sem capacidade de entregar regularidade. A responsabilidade por isso é total da diretoria, por escolhas ruins e prioridades equivocadas.

Agora, com a demissão feita na proximidade de um GREnal, o clube se vê numa encruzilhada. Um clássico se aproxima, e o comando será interino. Fala-se em vários nomes para substituir Quinteros, mas nada de concreto foi anunciado.

Diante do quadro que se formou, o torcedor gremista está desmotivado. O clube ainda está vivo em três competições, mas é como se a temporada já tivesse acabado. Sem comando técnico, sem desempenho e sem perspectiva, resta apenas a paixão, aquela que resiste mesmo quando o futebol some.

Foto: Angelo Pieretti | Grêmio FBPA

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