Vitória para tirar a má impressão deixada pelo clássico anterior
Foi uma vitória para apagar a má impressão do Gre-Nal anterior (449) e diminuir a desconfiança de parte da torcida (na qual me incluo) sobre o trabalho de Luis Castro no Grêmio. O Gre-Nal 450, na Arena, o primeiro jogo da final do Gauchão 2026, elevou o ânimo do torcedor que não estava muito confiante com o time e reforçou o argumento da direção gremista, que tem convicção de que a proposta representada pelo técnico português dará retorno em médio e longo prazo.
Particularmente, sigo acreditando que a conquista de mais um título estadual (o 44º) é importante no começo do trabalho do novo técnico gremista, justamente por criar um ambiente de menor resistência e evitar qualquer tipo de desconfiança por parte da torcida. Vencemos o clássico e obtivemos uma vantagem importante para a partida decisiva, com base em um bom desempenho e na vontade dos jogadores em campo, fruto de um trabalho acertado da comissão técnica chefiada por Luis Castro.
Para diminuir a vitória e a consequente vantagem gremista para o Gre-Nal no Beira-Rio, muitos falam em falta de vontade do elenco do Inter ou questionam a atuação da arbitragem, como se a derrota tivesse passado por erros do juiz. Essas narrativas só mascaram o desempenho individual do elenco colorado. Fizeram-nos acreditar que estavam bem neste início de temporada, sobretudo no Campeonato Estadual. A verdade é que, tanto no Brasileirão como no Gauchão, o Inter demonstra limitações defensivas e ofensivas, mas o desempenho dos adversários que enfrentou também contribuiu para criar uma ilusão quanto ao nível do elenco e à qualidade do trabalho tático.
O Grêmio jogou mais que o Inter, taticamente e no mano a mano das individualidades. Creio que ânimo e disposição para competir não tenham faltado a nenhum dos lados. Entretanto, o desempenho mais elevado ficou evidente do lado tricolor. Isso assegurou o placar elástico que, diga-se de passagem, poderíamos afirmar, sem proferir nenhum absurdo, que "saiu barato" para os colorados. Antes mesmo da desvantagem numérica, com a expulsão de um jogador colorado, o Grêmio já administrava a partida diante de um adversário recuado, talvez jogando por uma bola, uma oportunidade de contra-ataque rápido.
Agora, focado no jogo decisivo, o Imortal Tricolor tem que atuar com "pés no chão", sem deixar de se impor, mas com "cabeça fria" para administrar a vantagem, vencer mais um clássico e conquistar mais um Gauchão. Na condição de torcedor, estou com esse pensamento, esperando que direção, comissão técnica e elenco sigam esse caminho para atingir o êxito.
Crédito da foto: Lucas Uebel | Grêmio FBPA

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