O Grêmio é imortal porque nunca desiste
Era para ser um jogo dedicado a reforçar a imortalidade característica de um time que nunca desiste. E foi exatamente isso que aconteceu na Argentina, contra o Estudiantes de La Plata, na vitória do Imortal Tricolor por 1x0, pela Copa Libertadores da América.
O Grêmio estava virtualmente fora do páreo para continuar na competição, em razão dos resultados negativos das duas primeiras rodadas da fase de grupos (as derrotas para o The Strongest e para o Huachipato). Precisávamos dos três pontos que só a vitória garantiria para retornarmos à disputa pela vaga às oitavas. A derrota certamente nos tiraria da Libertadores em razão da pontuação. O empate nos deixaria na mesma situação complicada em que já estávamos. A vitória era a única alternativa para superarmos essa situação desfavorável.
Conseguimos vencer e agora temos mais três jogos para buscarmos a classificação para a próxima fase. Jogamos mais, produzimos boas chances com Soteldo e Cristaldo, seguramos bem as investidas do Estudiantes no primeiro tempo. Entretanto, perdemos nosso zagueiro Geromel por lesão e, no segundo tempo, tivemos a expulsão do volante Villasanti. Parecia que estava dando tudo errado, mesmo apresentando um desempenho competitivo em campo.
Antes da expulsão, Renato Portaluppi já pretendia colocar os "guris da base", Gustavo Nunes e Nathan Fernandes, para dar mais velocidade aos contra-ataques gremistas. Em razão de ficar com um a menos na metade da segunda etapa, nosso técnico colocou o volante Dodi, além dos atacantes.
As trocas funcionaram, demonstrando a boa leitura do jogo. Diante das adversidades, abrimos o placar justamente com eles: Gustavo e Nathan. Foi da tabela entre eles, num contragolpe rápido, que chegamos ao resultado que queríamos.
Acompanhamos um jogo decisivo e atuamos de forma focada, querendo muito a vitória. A partir deste momento, cabe a nós buscarmos os pontos que vão garantir o avanço na Libertadores. Temos pela frente duas partidas em casa (contra o Estudiantes e o The Strongest) e uma fora (contra o Huachipato). O confronto desafiador ficará na nossa história como mais um desafio superado pelo espírito imortal do Tricolor.
Foto: Lucas Uebel | Grêmio FBPA

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