Perder um clássico no início de um novo trabalho é péssimo
O primeiro Gre-Nal sob o comando de Luiz Carlos no Grêmio foi um desastre. A derrota para o Internacional, neste domingo (25), no Beira-Rio, pela fase de grupos do Campeonato Gaúcho, expôs fragilidades que vão além do placar elástico (4x2). O roteiro do jogo foi cruel: o Tricolor saiu na frente, cedeu o empate, voltou a liderar e, na sequência, permitiu nova igualdade, a virada colorada e ainda a ampliação do resultado. Um clássico que começou promissor terminou como um banho de realidade.
Mais do que o revés em si, preocupou a postura da equipe. O Grêmio entrou em campo com intensidade bem abaixo da apresentada pelo adversário, algo inaceitável em um Gre-Nal. Luiz Carlos também não ajudou: suas escolhas se mostraram equivocadas, tanto na formação inicial quanto na leitura do jogo. Em partidas deste porte, detalhes fazem toda a diferença — e o Tricolor falhou justamente naquilo que costuma definir clássicos: competitividade, concentração e ajuste tático.
Individualmente, alguns nomes ficaram muito aquém do esperado. Marcos Rocha teve dificuldades pelo lado do campo, Artur não conseguiu dar dinâmica ao meio-campo, e Weverton viveu uma tarde infeliz, destoando da qualidade técnica que já demonstraram em outros momentos da carreira. Quando peças experientes não rendem, o impacto é imediato no coletivo.
Perder um clássico com placar dilatado no início de um novo trabalho técnico é muito ruim, pois o torcedor tende a questionar tudo que vem sendo realizado pelo treinador cedo demais. O trabalho pode ser bom, mas derrotas assim só impõem pressão logo na largada, o que é péssimo e pode comprometer toda a sequência. Luiz Carlos agora terá o desafio de blindar o grupo, corrigir erros evidentes e recuperar a confiança do elenco.
O Campeonato Gaúcho ainda oferece margem para reação, mas o Gre-Nal deixa lições claras: é preciso elevar a intensidade, ajustar escolhas e resgatar a identidade competitiva do Grêmio. Clássicos não perdoam vacilos, e o torcedor gremista espera respostas rápidas. Mais do que resultados imediatos, o momento exige convicção, trabalho consistente e, acima de tudo, atitude dentro de campo.
Imagem: Reprodução da TV

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