Como nasce uma paixão clubística?

Como podemos identificar o princípio de uma paixão clubística? Ela nasce da influência de pessoas próximas, em geral os pais. Também pode brotar do momento vivido por um determinado clube, tendo em vista que vitórias nos motivam e chamam a nossa atenção. Na data em que o meu clube do coração completa 120 anos, decidi fazer esta reflexão. 

Acredito que, no meu caso, a paixão clubística surgiu tanto da influência de pessoas próximas (amigos da vizinhança, já que meus pais são colorados) como das vitórias que o tricolor obteve quando comecei a me interessar pelo esporte mais popular do planeta. 

Minha mãe, colorada, nunca me impôs nada e, desde pequeno, sempre me chamou mais a atenção a cor azul. Nasci em 5 de junho de 1982, praticamente um ano antes de o Grêmio conquistar sua primeira Copa Libertadores da América (28 de julho de 1983) e cerca de um ano e meio antes do título mundial com a Taça Intercontinental (11 de dezembro de 1983). Vale destacar, ainda, que, no ano anterior ao meu nascimento, o tricolor conquistou seu primeiro Campeonato Brasileiro (3 de maio de 1981). 

Ao longo dos anos seguintes, o Grêmio obteve grandes vitórias, como a sequência de Campeonatos Gaúchos entre 1985 e 1990 (hexa) e a conquista da primeira Copa do Brasil, em 2 de setembro de 1989. Costumo dizer que foi justamente no ano dessa Copa do Brasil que minha paixão clubística se consolidou por completo. Eu tinha sete anos na época e ganhei uma camiseta oficial de uma vizinha do condomínio onde morava, no bairro Santo Antônio, que trabalhava no Estádio Olímpico Monumental (que saudade daquele lugar). Naturalmente, a camiseta era muito grande para uma criança, mas trazia estampado o número 3 e sintetizava a minha escolha: a definição de um time do coração. 

Durante toda a minha vida, sempre tive algum tipo de estímulo para o futebol em casa, durante a minha criação. Passei por períodos em que algumas decepções me fizeram deixar o clube de lado, mas, ainda assim, acompanhava à distância, sofrendo ou comemorando. 

Até hoje, minha mãe, mesmo sendo colorada, estimula meu clubismo. Posso dizer que devo a ela a liberdade de optar pelo clube com o qual mais me identificava, em vez daquele para o qual ela sempre torceu. Foi por meio dessa liberdade, somada à influência de amigos e às conquistas do clube, que nasceu meu amor pelas três cores. 

Você já parou para pensar como nasceu a sua paixão clubística? Aproveite esta oportunidade para fazer esse exercício. 

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