Sim, Suárez é ídolo do Grêmio

Um ano foi pouco, mas, por tudo que ele representou na temporada, Luis Suárez já está imortalizado na nossa história. Sim, Luisito é ídolo do Grêmio. O gremista pode estufar o peito e dizer que o 4º maior goleador em atividade no mundo jogou pelas três cores e foi decisivo para o clube atingir seus objetivos em 2023.

É verdade que, com ele no elenco, poderíamos ter chegado ainda mais longe, talvez obtido uma conquista nacional, como a Copa do Brasil (fomos até a semifinal) ou o Campeonato Brasileiro (somos vice-campeões do Brasileirão). Chegamos perto do êxito e, ao lado do trabalho de Renato Portaluppi, Suárez foi o principal responsável por esses resultados.

Os corneteiros vão dizer que os gremistas estão exagerando ao afirmar que Suárez se tornou ídolo do Grêmio. Vão enfatizar que os únicos títulos que o clube conquistou com a presença de Luisito foram os estaduais (Hexa do Gauchão e quarta Recopa Gaúcha). Isso é verdade, mas o Grêmio obteve uma grande temporada justamente porque teve a entrega total em campo do 4º maior goleador em atividade no mundo (não me canso de repetir isso).

Suárez vivenciou no Grêmio uma das suas melhores temporadas na carreira. Consequentemente, ofereceu aos tricolores um ano de reconstrução, resgate da autoestima do torcedor e momentos de genialidade que fizeram os gremistas se orgulharem assistindo aos jogos.

Além das taças estaduais (desdenhadas pelos corneteiros), Suárez atraiu o maior movimento de associação ao clube dos últimos tempos, elevou as receitas do Grêmio com novos sócios e a venda de materiais esportivos fazendo referência a ele. Destacou-se nos GRE-nais, com golaços inesquecíveis (para nós e para eles). Foram 46 participações em gols: 29 gols marcados e 17 assistências. Tivemos o melhor ataque do Brasileirão graças a ele (o Grêmio marcou, no total, 63 gols em 39 rodadas).

Por tudo isso, reafirmo: Suárez é ídolo gremista. Tentar negar esse fato é só retórica clubística, corneta ou algo semelhante. Mas entendemos, pois as narrativas dos adversários são legítimas dentro de um contexto de rivalidade.

Foto: Lucas Uebel | Grêmio FBPA

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