Sim, o Grêmio é imortal
Aquela tal imortalidade sempre aparece na nossa história, tanto em momentos decisivos nos campeonatos, como em períodos de irregularidade nas competições. Nada como um dia após o outro para isso vir à tona.
Aparentemente, os gremistas que foram para a Arena nesse confronto pelo returno do Brasileirão 2023 estavam desacreditados. Achavam que a rodada de recuperação dos pontos perdidos recentemente viria na próxima, contra o América-MG, já que desde 2021 o Grêmio não ganhava do Flamengo. Além disso, as derrotas não eram simples: vinham sempre com placares elásticos contra o tricolor.
Antes das últimas duas rodadas, o meu tricolor estava morto para corneteiros colorados e até mesmo para gremistas iludidos com a temporada (esses que exigem mais de um elenco comum). Todos disseram que iríamos tomar uma goleada do Flamengo em casa, na Arena, pois estávamos supostamente mortos, fora do G4 e com a perspectiva de não conquistar a vaga na Libertadores do ano que vem.
Entretanto, no fundo, a grande maioria acreditava numa “virada de chave”, na vitória, mesmo sem a presença do jogador mais importante do elenco gremista, Luisito Suárez. O Grêmio fez um bom enfrentamento até sofrer o primeiro gol, no final do primeiro tempo. Na segunda etapa, as trocas do Renato resolveram o jogo e foi a partir daquele momento que a reação começou.
Quem diria que o Ferreira, tão criticado nas últimas rodadas, teria grande participação na virada, marcando inclusive o milésimo gol do Grêmio na Era de Pontos Corridos do Campeonato Brasileiro. Eu estava na Arena e posso dizer que foi bonito contar o número de gols do Grêmio, em coro, diante da calada torcida do Flamengo (muito numerosa, por sinal, e convicta de que o meu tricolor tomaria uma goleada na noite).
Então veio o confronto seguinte e o Grêmio, que estava morto, demonstrou mais uma imortalidade, jogando de forma convincente (mesmo sem Suárez) e encaixando uma vitória fora de casa diante do candidato ao rebaixamento América-MG (mais do que obrigação de vencer). O resultado disso é evidente e efetivo: estamos no G4, seguimos brigando pela vaga na Libertadores, na parte de cima da tabela desde o início do Brasileirão (diferente de uns por aí).
São nesses momentos que o gremista tem que enaltecer a imortalidade do clube. Quando a gente espera o inevitável, às vezes surge o inesperado. Sim, somos do Imortal Tricolor.
Foto: Superior Norte | Lucas Kloss

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