Temporada estranha
A temporada do Grêmio está estranha. Temos o melhor ataque do Campeonato Brasileiro, números para estar no G4 e na briga pelo título. Entretanto, possuímos uma das piores defesas, com resultado equivalente ao dos times do Z4. Isso faz com que qualquer chance de conquista fique distante do alcance dos gremistas. Marcamos muitos gols, 57 até agora (Luisito Suárez fez a diferença nisso), mas sofremos muitos gols, 53 neste momento (sistema defensivo ruim e goleiro inseguro).
Retornamos para a Série A com uma proposta de reestruturação. A passagem de um ano na Série B desorganiza qualquer clube da elite do nosso futebol. Em razão disso, o torcedor não esperava muito do clube na atual temporada. Começamos o ano fazendo projeções e estabelecendo metas modestas, mas tivemos ótimos resultados em determinados períodos. Com isso, elevamos nossas expectativas no tricolor.
Conquistar o Hexa do Campeonato Gaúcho, ganhar mais uma taça da Recopa Gaúcha, chegar à semifinal da Copa do Brasil e disputar, desde o início, o Brasileirão na parte de cima da tabela, visando estar próximo ou dentro do G4 (sendo vice-líder em várias rodadas), proporcionaram ao torcedor sonhar e acreditar em conquistas maiores. Ficamos exigentes ao longo do ano e, em alguns momentos, esquecemos nossa realidade em termos de desempenho coletivo e qualidade do elenco.
A realidade segue sendo a mesma. A temporada de reconstrução está chegando ao final com bons resultados, mas o que restou, diante desse contexto de irregularidade, foi brigar, nas últimas rodadas, pela vaga direta na Libertadores de 2024. Fechar a temporada com essa conquista representa o êxito do trabalho de reestruturação que iniciamos no começo do ano.
Foto: Lucas Uebel | Grêmio FBPA

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